DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de alergia é eminentemente clínico, que pode ser auxiliado pelos testes cutâneo-alérgicos e por exames laboratoriais. Os testes cutâneo-alérgicos são rápidos e práticos e podem ser feitos no próprio consultório do médico especialista em Alergia e Imunologia e geralmente são suficientes para confirmar o diagnóstico. Um diagnóstico correto, baseado em resultados válidos de testes de alergia, ajudarão a reduzir a incidência de sintomas bem como a medicação e a melhorar a qualidade de vida.

TRATAMENTO IMUNOTERÁPICO

A Imunoterapia é uma forma de tratamento que estimula o sistema imunológico. É a administração do alérgeno ao qual o paciente é sensível, de forma progressiva e gradual, com objetivo de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos de defesa (bloqueadores), aumentando a resistência e diminuindo a sensibilidade específica contra o alérgeno tratado e consequente melhora dos sintomas e da qualidade de vida.

Diagnóstico

Um resultado negativo pode ajudar o médico a excluir determinadas alergias, de modo a explora routras possibilidades. Excluir alergias é tão importante como confirmá-las, de modo a reduzir a evicção e preocupação desnecessárias bem como o impacto social negativo

TESTE POR PUNTURA

O teste cutâneo é um exame primário e confirmatório para pesquisa de anticorpos da classe IgE específicos para alérgenos e são usados para diagnóstico de doenças alérgicas em seres humanos. O extrato é introduzido na pele por puntura ou intradérmico.

TESTE INTRADÉRMICO

Teste intra-dérmico

Mantoux descreveu o teste intra-dérmico e ainda é utilizado na prática clínica. O alérgeno pode ser administrado de maneira intra-cutânea por uma agulha 26 ou 27. Um volume de 0,01 a 0,05 é injetado para produzir uma pequena pápula de 2 a 3mm de diâmetro. Antes da injeção, bolhas de ar devem ser eliminadas para evitar reações de extravasamento. A seringa é colocada a um ângulo de 20° da pele, com o bisel para baixo e penetrando lenta e superficialmente na pele. O teste intra-dérmico requer uma concentração 1000 vezes menor do antígeno do que a puntura para produzir reações cutâneas de mesmo tamanho.

TESTE DE PROVOCAÇÃO

Provocação Nasal e brônquica: São testes pouco utilizados na prática médica, são utilizados com mais frequência em pesquisas clínicas. Permitem identificar a relação dos alérgenos com os sintomas e sinais clínicos. São utilizados quando os testes cutâneos deixam algumas dúvidas em relação ao diagnóstico etiológico, permitindo identificar mais precisamente os alérgenos clinicamente importantes em pacientes com muitos testes cutâneos positivos.

Diagnóstico

O tratamento dos pacientes com doenças alérgicas respiratórias ou cutâneas mediadas pela IgE, deve ser individualizado e consiste basicamente em três pilares: evitar o alérgeno e/ou controle ambiental, tratamento farmacológico (medicamentos) e a imunoterapia.

Diferentemente de outras intervenções, a imunoterapia específica é a única forma terapêutica que visa tratar a causa e não os sintomas e que proporciona melhora, em longo prazo, das doenças alérgicas, as quais se mantém mesmo após a interrupção da imunoterapia.

A imunoterapia específica para alérgenos é a prática de administrar quantidades gradualmente maiores de um extrato alergênico em um indivíduo alérgico, com o objetivo de melhorar os sintomas associados à exposição subsequente ao mesmo alérgeno (OMS 1998). É um método efetivo para o tratamento de doenças alérgicas mediadas pela imunoglobulina E (IgE) para alérgenos definidos.

A indicação é para os pacientes com alergia mediada pela IgE, cujos sintomas não respondem adequadamente à terapêutica habitualmente recomendada.

A imunoterapia tem sido efetiva em casos de rinite, conjuntivite, asma alérgica e alergia a veneno de insetos himenópteros.

O tempo de tratamento é longo, geralmente entre três e cinco anos de duração. Pode ser utilizada por via subcutânea ou sublingual.

IMUNOTERAPIA SUBLINGUAL

Os extratos alergênicos são preparados em solução de água e GLICERINA BIDESTILADA A 50%. O conservante utilizado é o fenol a 0,1%. Validade de 1 ano e seis meses, desde que conservado entre 2 e 8º C. O extrato para uso sublingual deve ser administrado de preferência pela manhã e em jejum. A técnica utilizada e intervalos de aplicação dependem da experiência do médico e sensibilidade de cada paciente.

IMUNOTERAPIA AQUOSA

Os extratos alergênicos são preparados em solução fisiológica 0,9% e glicerina a 10%. Têm a finalidade de promover uma rápida absorção do antígeno. O conservante utilizado é o fenol a 0,4%. Validade de 1 ano, desde que conservado entre 2 e 8º C. Para uso subcutâneo e aplicação com intervalos de 3 a 4 dias.

IMUNOTERAPIA DEPOT

Os extratos alergênicos depot são preparados em suspensão de gel de hidróxido de alumínio a 0,2%. Têm a finalidade de promover uma absorção lenta e contínua do antígeno. O conservante utilizado é o fenol a 0,4%. Validade de 1 ano, desde que conservado entre 2 e 8º C. Para uso subcutâneo e aplicação com intervalos semanais na fase de indução e com intervalos quinzenais e posteriormente mensais na fase de manutenção.