Insetos

Os insetos que mais causam alergia são: mosquito, abelha, vespa e pulga. As picadas de insetos muitas vezes põem em grave perigo a saúde de indivíduos afetados, podem ser prevenidas de forma adequada e tratadas eficazmente, pois atualmente existem imunoterapias antiveneno de alta especificidade.

 

TESTES ALÉRGICOS  

Para cada tipo de alergia existe um teste específico e dependendo da suspeita da causa da alergia os produtos para os testes devem ser individualizados. Existem testes de leitura imediata (15 a 20 minutos) e testes de leitura tardia (48 a 72 horas).

   

Teste de puntura (prick test): é o mais utilizado na prática clínica diária do especialista e esta técnica sofreu pequenas modificações (Pepys 1968) desde a sua introdução por Lewis em 1924. O teste de puntura é o mais seguro e de fácil execução, tem boa reprodutibilidade e é considerado o melhor na prática clínica diária de alergia. É indicado quando houver história clínica de doença mediada pela IgE e necessidade de exclusão de hipersensibilidade mediada por IgE como causa de manifestações clínicas em um determinado paciente.

Preparo da pele: a pele do paciente deve ser limpa com algodão e álcool etílico, não devendo estar lesada ou com dermatite. O teste deve ser aplicado na face média ventral (volar) dos antebraços.

Execução do teste: colocar uma gota de cada substância a ser testada em cada antebraço (epiderme) do paciente, com uma distância mínimo de 2 a 3 cm entre elas. A pele é então perfurada perpendicularmente através da gota com uma lanceta, fazendo-se pressão suficiente durante alguns segundos para que a ponta da lanceta penetre na pele. Após este procedimento, a pele pode ser enxugada com papel toalha. O ideal é utilizar uma lanceta para cada antígeno a ser testado.

Leitura: fazer a leitura após 15 minutos. As pápulas obtidas são delimitadas com uma caneta de ponta fina. São considerados positivos os testes cujas pápulas apresentem diâmetro igual ou superior a 3mm, após desconto do diâmetro do controle negativo, quando este ocorrer. O diâmetro médio das pápulas é calculado em milímetros, conforme a equação D1+D2 / 2, onde D1 é o maior diâmetro da pápula obtida e D2 é o diâmetro ortogonal, medido a meia distância, de D1. Este critério de leitura está de acordo com as normas do Subcomitê de Testes Cutâneos da Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica.

Substâncias testadas: utilizar antígenos de boa qualidade existentes no mercado, com procedência conhecida e padronizados, quando disponíveis. Usar a histamina na concentração de 10mg/mL como controle positivo e como controle negativo usar o solvente do próprio extrato testado que em geral é uma solução glicerinada a 50% ou soro fisiológico.

Os medicamentos antialérgicos (anti-histamínicos) bloqueiam os receptores da histamina e alteram a reatividade do teste alérgico de leitura imediata. A administração de anti-histamínicos deverá ser suspensa 96 horas antes do teste ou 14 dias antes, no caso do uso prévio de Doxepina. Os corticosteroides, as teofilinas e as cromonas não influenciam nos resultados dos testes alérgicos. O tratamento com vacinas de alérgenos (imunoterapia) não interfere no resultado dos testes alérgicos de leitura imediata.

Avaliação repetida do teste alérgico de leitura imediata (com o mesmo alérgeno) em pacientes que estão em imunoterapia específica (tratamento com vacinas de alérgenos), nos estudos atuais, demonstrou-se que a reatividade cutânea (pápula e eritema) pode diminuir, após 1 a 2 anos de tratamento.

Teste intradérmico: pode ser utilizado para avaliação da reação imediata tipo I ou anafilática (mediada pela IgE), reação tipo III ou imunocomplexo ou de Arthus (mediada pela IgG) ou reação tardia tipo IV (mediada por linfócitos T da classificação de Gell e Coombs).

Para avaliação das doenças alérgicas mediadas pela IgE (tipo I), os antígenos testados pela via intradérmica devem estar em concentrações 25 a 50 vezes menores do que as utilizadas nos testes de puntura. É indicado quando o teste de puntura for negativo. O teste intradérmico tem melhor reprodutibilidade que o teste de puntura, tem alta sensibilidade com extratos de baixa potência, sendo utilizado para avaliação da potência e padronização de extratos alergênicos e dão mais reações adversas que os testes de puntura, ao redor de 2%. Este teste permite fazer uma titulação “in vivo” a um determinado antígeno, por exemplo, para se achar o “end point” antes do início de uma imunoterapia específica. A via intradérmica não é recomendada para testes com alimentos pelo maior risco de reações anafiláticas, os alimentos devem ser testados através dos testes de puntura.

Preparo da pele: deve ser limpa com algodão e álcool etílico. Aplicar o teste na face média ventral (volar) do antebraço ou na face externa do braço.

Execução do teste: injeta-se 0,02 a 0,05 mL do antígeno a ser testado por via intradérmica com seringa do tipo insulina de 1mL, agulha 10 x 4,5 ou 10 x 5, a distância entre cada alérgeno deve ser no mínimo de 3 cm e de 5 cm se o antígeno testado for veneno de Himenópteros. Quando a via de aplicação for correta, forma-se uma pápula na qual os poros da pele ficam em maior evidência, ficando a pele com aspecto de “casca de laranja”.

Leitura: após 15 a 30 minutos, no caso da reação do Tipo I, é considerada como reação positiva as pápulas maiores que 3 mm de diâmetro.

Para avaliação das doenças alérgicas mediadas pela IgG (reação tipo III), a técnica de execução é igual, o que diferencia é a leitura após quatro a oito horas, onde avalia-se e considera-se como reação positiva, a presença de endurecimento local com eritema e edema.

Para avaliação de reação tipo IV ou avaliação da imunidade celular, a técnica e a execução são iguais, com leitura de 48 a 72 horas, onde é considerada reação positiva, a presença de nódulo subcutâneo maior que 5 mm.

 

VACINAS DE ALÉRGENOS

O que são vacinas?

As vacinas normalmente conhecidas e utilizadas no calendário vacinal (como: paralisia infantil, sarampo, rubéola, caxumba, varicela, tríplice, etc.)  são preparadas de cultura de bactérias ou vírus enfraquecidos, que ao perder sua ação causadora de doenças induzem a formação de anticorpos de defesa com a missão de destruir os agentes causadores.

O que são vacinas alergênicas?

As vacinas alergênicas são utilizadas em pacientes alérgicos e tem a função de diminuir a sensibilidade e aumentar a resistência a alérgenos específicos, ou seja, são substâncias preparadas para estimular a defesa do sistema imunológico.

São frações de proteínas, extraídas dos diversos alérgenos (causadores da alergia) como os ácaros da poeira, os fungos, os epitélios e secreções de animais, venenos de insetos e pólen de plantas, portanto, são extratos de proteínas alergênicas. O uso universal da palavra “vacina alergênica” fez com que o Comitê de Alergia da O.M.S. (Organização Mundial da Saúde) decidisse que os extratos alergênicos para imunoterapia pudessem ser referidos como "vacinas alergênicas", cujos antígenos modificam ou modulam uma resposta imune nas doenças alérgicas.

O que é imunoterapia?

É uma forma de tratamento que estimula o sistema imunológico. A imunoterapia é a administração do alérgeno ao qual o paciente é sensível, de forma progressiva e gradual, com objetivo de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos de defesa (bloqueadores), aumentando a resistência e diminuindo a sensibilidade específica contra o alérgeno tratado e consequentemente melhorando os sintomas e da qualidade de vida.

Tratamento das doenças alérgicas com vacinas alergênicas:å

O tratamento dos pacientes com doenças alérgicas respiratórias ou cutâneas mediadas pela IgE, deve ser individualizado e consiste basicamente em três pilares: evitar o alérgeno e/ou controle ambiental, tratamento farmacológico (medicamentos) e a imunoterapia.

Diferentemente de outras intervenções, a imunoterapia específica é a única forma  terapêutica que visa tratar a causa e não os sintomas e que proporciona melhora, em longo prazo, das doenças alérgicas, as quais se mantém mesmo após a interrupção da imunoterapia.

A imunoterapia específica para alérgenos é a prática de administrar quantidades gradualmente maiores de um extrato alergênico em um indivíduo alérgico, com o objetivo de melhorar os sintomas associados à exposição subsequente ao mesmo alérgeno (OMS 1998).

É um método efetivo para o tratamento de doenças alérgicas mediadas pela imunoglobulina E (IgE) para alérgenos definidos.

A indicação é para os pacientes com alergia mediada pela IgE, cujos sintomas não respondem adequadamente à terapêutica habitualmente recomendada.

A imunoterapia tem sido efetiva em casos de rinite, conjuntivite, asma alérgica e alergia a veneno de insetos himenópteros.

O tempo de tratamento é longo, geralmente entre três e cinco anos de duração. Pode ser utilizada por via subcutânea ou sublingual.

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